domingo, 11 de dezembro de 2011

Uma Dose















Há quem pense que escrevo o que sou,
Ledo engano:
Não cito o que desprezo,
Nem exalto tudo que amo

Nem sempre sinto a tristeza que escrevo,
Por vezes sinto a alegria que rimo.

Não sou tão feliz que possa te contagiar por todo dia,
Nem tão triste que possa lhe fazer pensar em suicídio

Nem te amo a ponto de me perder,
Não te odeio a ponto de eliminar seus sentidos.

Não tente me descrever,
Posso ser tudo o que você queira que seja
Na hora e no momento propicio

Um pouco do que deseja,
Grande parte do que preciso,
Como toda mulher, indescritível.

Sem me importar com sua pretensão,
Inebrio-te como se ofertasse ópio,
De modo paliativo.

Meço a dose perfeita
Para ocasião.

Deixas transparecer o óbvio,
Que mulher não é dona da situação?

Mais uma dose.

Se queres que eu permaneça nesse lugar,
Não quebre a taça.
Nem me emprestes suas asas,
Pois agora sei voar.

Um comentário:

  1. E de admiração em admiração meus olhos
    vão se enchendo de tua poesia... bjs

    Vania Lopez

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